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Mudanças e transformações: como seu corpo funciona depois do parto
 Postado em: 24/11/2015 às 18h36
Mudanças e transformações: como seu corpo funciona depois do parto

Durante nove meses, seu organismo se adaptou e deu muitos jeitinhos para conseguir gerar, alimentar, aquecer, proteger e fazer com que o seu bebê se desenvolvesse da melhor forma possível. Após o nascimento, o corpo não vai voltar à forma e funcionamento anteriores em um estalar de dedos. Serão necessários outros 270 dias para que ele retorne à sua rotina.

 

A DANÇA DOS HORMÔNIOS

Os 42 dias que sucedem o parto são bastante significativos para a nova mãe. Ele é chamado de PUERPÉRIO, e ela de puérpera. Nesta fase, além de todas as mudanças que acontecem fora do corpo feminino, como a adaptação a uma nova rotina, os HORMÔNIOS estarão promovendo modificações expressivas.

 

De acordo com a ginecologista e obstetra MARIANA HALLA, especialista em ginecologia endócrina, a PROLACTINA e a OCITOCINA estarão em alta nesta fase. A primeira é responsável pela produção de leite, e a segunda pela liberação do mesmo. “Além disso, a ocitocina é o hormônio do amor. A mãe fica em seu estado mais amoroso, fortalecendo o vinculo entre ela e o bebê.

 

Por outro lado, acontece a diminuição do ESTRÓGENO. “Assim, elas têm mais predisposição a sintomas de tristeza e depressão. É preciso ficar atenta à depressão pós-parto”, alerta, lembrando que a TESTOSTERONA também é reduzida. “O corpo não quer que a mulher tenha libido, quer que cuide da prole”.

 

Esta alteração causa ressecamento vaginal, cansaço e retenção de líquido. “É uma rotina com a qual a mulher não está acostumada. O corpo trabalha na produção do leite e também para o útero voltar ao normal, é um trabalho metabólico”.

 

Outra significativa modificação provocada pela queda da testosterona é o fato de a puérpera não desenvolver músculos. “Não é recomendado exercícios extenuantes, pois vão aumentar oCORTISOL, o hormônio do estresse, que pode bloquear a prolactina e interromper a produção de leite”.

 

AQUELES QUILOS A MAIS

Independente de quantos quilos você engordou durante sua gestação (lembrando que a recomendação é de 12 quilos), a eliminação deles NÃO DEVE SER A SUA PRIORIDADE agora. “A beleza externa é um assunto secundário. A aparência corporal é importante, sem dúvida, mas a consciência deve estar voltada para algo maior, que é o filho”.

 

Segundo a especialista, após dois meses do parto, a mãe pode retornar à musculação com treinos bem leves. Em dez dias, pode perder em torno de dez quilos. “O processo deAMAMENTAÇÃO AJUDA A EMAGRECER”. Ela ainda recomenda que a puérpera faça caminhadas após a alta, a não ser que haja recomendação de repouso pelo médico. “Ela ajuda no bom funcionamento do intestino”.

 

Por falar no intestino, seu desempenho durante a gravidez é um pouco mais lento. Isso costuma se repetir no puerpério. “Gestantes têm mais intestino preso. Por isso, suas dietas são ricas em fibras e líquidos, preferencialmente a ÁGUA”.

 

Em geral, nesta fase, você vai sentir mais sede. Portanto, consuma entre dois e três litros de líquidos por dia. “O APETITE É UM POUCO MENOR do que na gestação, mas isso é bem individual. Se tiver vontades, como de chupar gelo e comer terra, pode ser falta de ferro, e será preciso a reposição do elemento”, fala Mariana.

 

TIPO DE PARTO INTERFERE?

A usual falta de ar na gestação vai apresentar uma melhora significativa. Já os riscos de trombose, aumentam. “É maior do que durante a gravidez. Se apresentar bastante dores nos membros, chame a atenção do médico”.

 

Os sangramentos pós-parto, os chamados LÓQUIOS, podem durar de dois ou três dias até um mês. Eles começam com uma cor bem avermelhada, ficam mais escuros até aparecerem amarelados e sumirem.

 

Curiosamente, SEUS PÉS PODEM FICAR MAIORES. “Existe uma tendência de eles incharem, principalmente no terceiro trimestre e, logo depois do parto, isso fica mais acentuado. Normalmente, ele desaparece nos primeiros dez dias”.

 

O tipo de parto também pode causar alterações diferentes. Como a CESÁREA é um procedimento cirúrgico maior (sete camadas de tecido precisam ser cortadas), você pode apresentar DIFICULDADE NA CICATRIZAÇÃO. “As pernas retém mais líquidos, tem mais dores, mesmo com as medicações. E a barriga tem tendência a inchar mais pelo processo inflamatório próprio da cirurgia”.

 

Fonte: Daqui Dali


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