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Cantora Adele conta como lidou com a depressão pós-parto
 Postado em: 07/11/2016 às 15h29
Cantora Adele conta como lidou com a depressão pós-parto

A depressão pós-parto é um problema que, embora seja algo tão presente e que faz parte da realidade de muitas mães, ainda considerado tabu. E para ajudar mulheres que sofrem caladas com o problema, a cantora Adele deu um depoimento sobre o que vivenciou com a depressão pós-parto.

 

 

Cantora Adele e a depressão pós-parto

A culpa por se sentirem infelizes em um momento em que deveria ser de felicidade plena faz com que mães que sofrem de depressão pós-parto não falem do assunto e se sintam envergonhadas pela doença. E foi com o intuito de dar apoio e mostrar que essa é uma situação que pede toda ajuda, a cantora Adele falou à revista Vanity Fair sobre a depressão que deve, após o nascimento do seu filho, Angelo, de quatro anos.

 

“Um dia eu disse a uma amiga ‘eu odeio isso pra caramba’ e ela simplesmente começou a chorar e disse ‘Eu também odeio isso’. E foi assim. Meu conhecimento sobre depressão pós-parto ou pós-natal, como a chamamos na Inglaterra, é que você não quer estar com seu filho; você tem medo de machucar seu filho.

 

Você tem medo de não estar fazendo um bom trabalho. Mas eu estava obcecada pelo meu filho. Eu me sentia muito insuficiente, inadequada. Eu sentia como se tivesse feito a pior decisão da minha vida… Ela [a depressão pós-parto]pode vir de muitas formas diferentes“, contou.

 

Adele fez questão de enfatizar o amo que sente pelo seu filho, “mais do que tudo na vida”, mas não negou o pensamento que tem por alguns minutos, todos os dias, de como seria bom se pudesse fazer o que quisesse, na horam em que tivesse vontade.

 

A cantou contou ainda que não tomou remédios antidepressivos para controlar o problema e, na época, não conseguiu se abrir nem com familiares, nem com amigos próximos sobre o problema.

 

Adele revelou ainda que essa não foi a primeira vez em que vivenciou a depressão: “Eu tenho um lado muito sombrio. Sou muito propensa à depressão. Eu posso entrar e sair dela facilmente. Começou quando meu avô morreu, eu tinha uns 10 anos. Apesar de eu nunca ter tido pensamentos suicidas, fiz muita terapia”.

 

O medo de ter, mais uma vez a doença, é um dos motivos pelo qual ela não presente ter filho novamente.

 

Outras famosas que sofreram com depressão pós-parto

 

Com o objetivo de ajudarem outras mulheres a lidarem com esse problema, cada vez mais celebridades têm fala;do sobre a depressão pós-parto e como lidaram com o problema. Confira três delas

 

Courtney Cox

 

A atriz Courtney Cox contou USA Today que a depressão pós-parto quando sua filha completou seis meses de idade. Ela revelou que não conseguia dormir, que o coração disparava e, com isso, se tornou muito depressiva. Ela fez uso de progesterona e teve ajuda das amigas Jennifez Aniston e Brooke Shields para sair dessa fase.

 

Gwyneth Paltrow

Em uma entrevista, a atriz contou que sofreu com a doença durante dois anos, após o nascimento do seu segundo filho: “Era horrível. Era o oposto do que tinha acontecido quando Apple nasceu. Com ela, eu estava nas nuvens. Eu não conseguia acreditar que não estava sendo a mesma coisa. Eu só conseguia pensar que eu era uma mãe e uma pessoa terrível”.

 

Brooke Shields

A atriz é uma porta-voz em relação à depressão pós-part e até escreveu o livro chamado “Down Came the Rain: My Journey With Postpartum Depression”, sobre sua experiência: “Eu comecei a experimentar uma sensação ruim no estômago; era como se algo apertasse o meu peito. Ao invés da sensação nervosa de ansiedade que acompanha o pânico, um sentimento de devastação caiu sobre mim.”

 

Ela ainda revelou que não tinha vontade de pegar a filha quando chorava, e não queria chegar perto dela. Para se curar, Shields tomou remédio, procurou terapia, e apoiou-se em amigos e na família.

 

Em entrevista ao WebMD, ela falou: “Eu atribuo grande parte à amamentação porque, para mim, o contato físico era o que eu, realmente, precisava, gostando ou não. Era incontestável que, de alguma forma, ela ainda fosse presa a mim. Eu imagino que foi importante para a minha recuperação”.

 

Uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, neste ano, com 23 mil mulheres de 200 municípios do país, revelou que 26% das entrevistadas apresentaram o distúrbio, até seis meses após terem o filho.

 

O importante quando se trata de um problema como a depressão é fazer como a cantora Adele e as outras famosas: falar sobre o que está passando e procurar ajudam com pessoas próximas e profissionais capacitados.

 

Fonte: Doutíssima


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