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Redes sociais influenciam a vida conjugal, psicólogos explicam
 Postado em: 03/04/2017 às 11h58
Redes sociais influenciam a vida conjugal, psicólogos explicam
Psicólogos orientam como casais podem evitar conflito no uso de redes sociais


As redes sociais chegaram para ficar. Instagram, Twitter, Facebook, LinkedIn, SnapChat, YouTube, WhatsApp e muitos outros aplicativos e sites favorecem a socialização, o reencontro de pessoas e, muitas vezes acabam por alimentar o ciúme entre casais, podendo tornar-se armadilhas para o bem-estar a dois.

 

Os psicólogos Oswaldo M. Rodrigues Jr. e Carla Zeglio, ambos do InPaSex (Instituto Paulista de Sexualidade), da capital paulista, são especialistas em terapia de casais e explicam como as redes sociais podem unir ou afastar o casal.

 

As redes sociais podem mesmo atrapalhar o relacionamento de um casal?

Todas as formas de expressão e comunicação social podem produzir ruídos de comunicação entre pessoas e a comunicação feita pelas redes sociais pode ser meio de conflitos num casal. “Numa rede social, muitas vezes a publicação de uma circunstância pode ser impulsiva e  outro pode desconsiderar o contexto. Assim já temos uma forma bastante comum de produção de ruídos na comunicação”, fala Oswaldo.

 

Um problema anexo das redes sociais, que nem todos os indivíduos compreendem é a criação rápida de formas de expressão utilizando contrações nas palavras, emoticons, figuras variadas, gifs. Quando uma forma específica se cria num grupo, somente terá o significado combinado dentro do grupo. Fora dele deverá receber novos significados e a compreensão da comunicação será desvirtuada e poderá produzir conflitos com a mudança da compreensão original.

 

Um casal precisará ter meios muito limpos de comunicação ou quando um deles publicar alguma coisa relativa a um dos tantos grupos dos quais participe e que usa aquelas formas diferentes de comunicação... o que publicou poderá ser mal-entendido.

 

Então voltamos ao casal: se ambos têm segurança em como se relacionar, com o futuro e compromissos entre si, não serão as redes sociais que trarão mal-estar, dificuldades de comunicação, brigas ou separações. Então, quando existe um problema num casal e reportam que é devido a uma rede social, perguntem-se: não haveria algum problema anterior? Possivelmente esse deva ser o caminho a ser compreendido para buscar uma superação da situação problema.

 

Abster-se de ter perfis nas redes pode ser a solução?

Para Carla Zeglio, esse comportamento não adianta. A aparência será de que se não nos envolvermos com redes sociais, elas não serão problema, mas e se o casal já tem problemas? “Então de nada adiantará absterem-se das redes sociais. O casal precisa compreender que se algo está errado, devem procurar ajuda. E atenção: muitos casais não conseguem relacionar-se se não apresentarem problemas cotidianos, discussões e situações de mal-estares. Esses casais arranjarão problemas com ou sem as redes sociais”, comenta.

 

Ter perfil de casal pode ser a solução (2)?

Para Carla, alguns casais acreditam que os perfis de casal, aqueles com fotografias que colocam os nomes dos dois será suficientemente controlador dos problemas que por ventura, teriam nas redes sociais. Contudo, não são definitivamente segurança para nada se não houver realmente confiança, disponibilidade e vontade de se manterem juntos. Um perfil de casal na rede social, não vai impedir qualquer um dos dois de usar a rede social com fins de romper ao contrato do casal. Por fim, nenhum tipo de controle funciona muito se ambos não estiverem realmente dispostos a permanecerem juntos, apesar da grande possibilidade de encontrar muitas outras pessoas legais pela vida, nas redes sociais e fora delas.

 

O ciúme se estende para a vida social virtual da mesma maneira como na vida real?

O mundo virtual pode exacerbar as emoções, pois as consequências podem não se apresentar tão imediatamente como na vida real. “Assim, visualizar uma publicação do cônjuge, sem tê-lo por perto para questionar e debater, pode permitir fantasiar a busca de uma compreensão que pode ser a errada e começam os sofrimentos”, fala Oswaldo. Esse mecanismo existe no mundo real e nas redes sociais, mas no mundo real existe mais controle e menos impulsividade!

 

Quais as dicas, em um mundo tão on-line e tecnológico, para que um casal não seja afetado pelo universo virtual, seja pelas redes sociais ou pelo tempo que passam conectados na tela e desconectados um do outro?

Um casal que pretende manter-se junto por mais tempo necessita de mecanismos para que isso ocorra. “Um casal precisa solucionar problemas, ter habilidades sociais e capacidades em comunicação assertiva e afirmativa. Tudo em prol do futuro juntos”, diz o psicólogo Oswaldo Rodrigues Jr.

 

Mas, e quando o casal não sabe administrar problemas, facilmente discutem e sentem-se mal com os debates sobre o relacionamento?

Carla fala que um casal como esse precisa de atenção profissional de psicoterapeutas que atendam casais para que desenvolvam estas habilidades. Não se tratam de conselhos nem de orientações. ”Estamos nos referindo a casais que têm estas dificuldades e não saem do lugar! As redes sociais podem ser mal usadas nestas horas, expondo um ou outro cônjuge de modo a produzir um futuro negativo. Com raivas e ciúmes, publicar informações verdadeiras ou falsas levará a expor e deixar compreensões erradas sobre o outro. Quem foi exposto também poderá reagir com emoções negativas e a briga virtual poderá continuar e lesar a ambos de modo irremediável”, explica.

 

Também devemos considerar que existam casais que vivem destes meios agressivos, um agredindo ao outro e depois da briga sentem o alívio e confundem isso com o amor e o prazer. Consideram-se adequados e acreditam que brigar e discutir não é um problema.

 

Outra questão sempre será o tempo usado na vida on-line. Muitos não compreendem que passar horas em comunicações ou jogos virtuais os retiram do contato real a dois. Estes têm mais problemas que os afastam e dificultam reencontrar um caminho diferente em prol de um futuro. Não basta um reclamar que o outro não tem participado da vida conjugal. Aquele que está envolvido com esta vida virtual é que precisa compreender se está desenvolvendo estas formas para evitar algo que não controla ou se não sabe como produzir um relacionamento de prazer a dois. Os prazeres que um casal sente juntos é o que manterá o casal. Evitar o contato pode conduzir a alívios e, se forem confundidos com prazer, o problema se estenderá em muito.

 

Como lidar com a tecnologia então?

Os psicólogos especialistas em terapia de casais falam que a vivência de uma variedade de comportamentos e formas de relacionamento e interação de um casal será muito útil num prazo longo. Casais nem sempre aprendem e desenvolvem novas e variadas formas para ampliar e manter o relacionamento a dois. Também podem  usar todos os meios tecnológicos para que o casal exista. As redes sociais e os novos mecanismos de comunicação podem ser muito úteis para que o casal se desenvolva e crie novos comportamentos que tragam mais bem-estar juntos. Mas, se existem problemas, eles precisam ser compreendidos, modificados e superados. Só assim o casal se manterá e viverá com qualidade.

  

Fontes:

Carla Zeglio e Oswaldo M. Rodrigues Jr, psicólogos especialistas em sexualidade e terapia de casais do InPaSex (Instituto Paulista de Sexualidade) http://psicologia.inpasex.com.br/

 


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